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Procedimento amplia a linha de cuidados de alta complexidade oferecida aos beneficiários da Prevent Senior

Procedimento amplia a linha de cuidados de alta complexidade oferecida aos beneficiários da Prevent Senior

30 de julho de 2026

Saúde

Cirurgia aconteceu no dia 6 de julho de 2026

O Hospital Sancta Maggiore Madrid realizou, no dia 6 de julho de 2026, o primeiro transplante de fígado da história do Grupo Prevent Senior.

O procedimento também é o primeiro realizado desde a implantação da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), marco que consolidou a estrutura necessária para o desenvolvimento do programa de transplantes na instituição.

Após o transplante, o paciente permaneceu em observação por nove dias e recebeu alta hospitalar para seguir a recuperação em casa.

Para Fernanda Rodrigues Eleuterio, coordenadora de transplantes, a realização do procedimento representa um importante avanço na assistência prestada aos beneficiários:

“A realização do transplante amplia a oferta de procedimentos de alta complexidade da Rede Sancta Maggiore e permite que beneficiários tenham acesso ao tratamento dentro da própria rede hospitalar”.

Para o Dr. Tércio Genzini, coordenador da cirurgia de transplante de fígado do Hospital Sancta Maggiore Madrid, o início do programa representa um marco para a assistência prestada aos beneficiários.

"A Prevent Senior já oferece uma linha completa de cuidados aos pacientes com doenças do fígado. A realização do transplante consolida esse trabalho e permite que todas as etapas do tratamento, do diagnóstico ao acompanhamento pós-operatório, sejam realizadas dentro da própria rede. Antes, quando o transplante se tornava necessário, era preciso encaminhar esses pacientes para outros serviços", afirma.

"Com essa nova etapa, passamos a oferecer um cuidado ainda mais completo aos pacientes com cirrose e alguns tipos de câncer hepático, fortalecendo a assistência especializada e a continuidade do tratamento", conclui.

A realização do primeiro transplante é resultado de um trabalho iniciado meses antes, com a implantação de protocolos, equipes especializadas e uma estrutura dedicada ao atendimento desses pacientes.

ESTRUTURA ESPECIALIZADA PARA UM PROGRAMA DE ALTA COMPLEXIDADE

A realização do primeiro transplante de fígado é resultado de um trabalho iniciado meses antes, com a estruturação de um programa especializado que reúne equipes multidisciplinares, protocolos assistenciais e fluxos específicos para garantir segurança em todas as etapas do processo.

Entre os pilares dessa estrutura está a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), composta por uma equipe multiprofissional responsável por organizar rotinas e protocolos relacionados à doação de órgãos e tecidos, tornando possível a realização de procedimentos como o transplante de fígado.

Segundo o Dr. Tércio, a implantação do programa envolveu meses de planejamento e integração entre diferentes áreas da instituição.

"Há alguns meses iniciamos um projeto que culminou na realização dos transplantes de fígado no Hospital Sancta Maggiore Madrid. Diversas reuniões foram realizadas com a participação de toda a equipe multidisciplinar e administrativa para estruturar um programa capaz de oferecer resultados de excelência aos nossos pacientes", afirma.

O programa reúne a experiência do Grupo HEPATO, referência em transplantes desde 1996, com a estrutura assistencial da Prevent Senior, permitindo que todas as etapas do cuidado sejam realizadas dentro da própria rede.

"O Grupo HEPATO, atuante em transplantes desde 1996, e a Prevent Senior, referência na saúde suplementar desde 1997, trabalham de forma integrada em todas as etapas do programa. Os ambulatórios de pré e pós-transplante já estão em pleno funcionamento no Hospital Sancta Maggiore Madrid, as avaliações multidisciplinares seguem em andamento e a lista de espera para transplante já está aberta", completa.

Além da estrutura hospitalar e das equipes especializadas, o sucesso de um programa de transplantes depende de um processo criterioso de doação e captação de órgãos, bem como do acolhimento às famílias envolvidas.

Para a Dra. Daniela Cabral de Freitas, esse acompanhamento deve estar presente em todas as etapas.

"É fundamental acompanhar todo o processo de doação de órgãos, desde a identificação do potencial doador até o acolhimento das famílias e o cuidado com o paciente transplantado. Esse suporte faz toda a diferença para a segurança e a qualidade do processo", destaca.

A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS SALVA VIDAS!

Além da estrutura hospitalar e das equipes especializadas, o sucesso dos programas de transplantes depende da conscientização sobre a importância da doação de órgãos.

Para Edvaldo Leal de Moraes, diretor técnico de Saúde da Organização de Procura de Órgãos do Hospital das Clínicas da FMUSP (OPO-HCFMUSP), a capacitação dos profissionais e o acolhimento às famílias são fundamentais para ampliar o número de doações.

“Muito importante difundir a comunicação no contexto da morte encefálica, treinando profissionais médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais para saberem como a gente acolhe essas famílias baseado em pilares de relação de ajuda, com respeito à autenticidade e empatia.”

De acordo com dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde, entre 2.387 a 2.400 pessoas aguardam por um transplante de fígado no Brasil. Embora o país tenha batido recordes de procedimentos, a demanda continua alta, com a fila total de órgãos passando de 78 mil pessoas.

Para o Dr. Tércio, o transplante de fígado representa, em muitos casos, a única possibilidade de cura para pacientes com doenças hepáticas em estágio avançado.

“O transplante de fígado é o único tratamento que propicia a cura para pacientes com cirrose hepática. A cirrose hepática é uma doença que compromete difusamente o órgão e é irreversível. Quando começa a dar sinais de insuficiência hepática, não existem outros tratamentos possíveis com objetivo de cura, apenas paliativos. Assim, oferecer o transplante a esses pacientes é oferecer uma nova chance de vida, o que nenhum outro tratamento pode fazer”, completou.

No transplante, o fígado comprometido é retirado e substituído total ou parcialmente por um órgão saudável proveniente de um doador.

Na maioria dos casos, os órgãos são provenientes de doadores com morte encefálica — condição caracterizada pela perda irreversível das funções cerebrais, enquanto os demais órgãos permanecem viáveis para transplante.

Entretanto, no Brasil, entre 5% e 10% dos transplantes de fígado são realizados com órgãos provenientes de doadores vivos.

COMO SER UM DOADOR DE ÓRGÃOS?

De acordo com o site oficial do Ministério da Saúde do Governo Federal, para ser um doador de órgãos no Brasil, basta apenas da autorização dos familiares, ou seja, é importante deixar claro para todos o desejo de ser uma pessoa doadora.

Com a confirmação da morte encefálica, a família da pessoa doadora é entrevistada por uma equipe de profissionais, na entrevista a família dá o consentimento da doação de órgãos do ente falecido.

Após a manifestação consentida do desejo, a equipe responsável pela entrevista investiga os hábitos do doador, para saber se ele tinha uma vida saudável ou se seus hábitos podem levar ao desenvolvimento de doenças ou infecções futuras.

Esse processo é essencial para assegurar a qualidade dos órgãos doados e contribuir para o sucesso do procedimento.

Uma única pessoa doadora pode salvar até sete vidas.