O inverno chegou e, com a chegada da estação mais fria do ano, é comum a presença de doenças sazonais, ou seja, aquelas típicas doenças de inverno, principalmente as respiratórias, que passam a ser mais frequentes no dia a dia dos brasileiros nesse período.
No estado de São Paulo, de acordo com informações do INPE e do INMET, a temperatura nesse período de inverno deve variar entre 12ºC e 20ºC na capital e região metropolitana e podendo chegar a 5ºC em regiões como Campos do Jordão.
Entretanto, há de ser um inverno mais seco e quente comparado aos últimos anos registrados, o que traz à tona algumas doenças comuns nesse período.
Conversamos com o Dr. Leonardo Cação, médico pneumologista da Prevent Senior sobre as doenças respiratórias mais comuns no inverno, como se prevenir e como tratá-las.
“As doenças mais comuns no inverno são:
- Gripe (Influenza) e resfriados altamente contagiosos: nos idosos, a gripe pode evoluir rapidamente para quadros graves;
- Pneumonia bacteriana: uma das principais causas de internação em idosos durante o inverno;
- Exacerbação de DPOC e bronquite crônica: o ar frio e a poluição são gatilhos que inflamam e fecham os brônquios de quem já tem pulmão sensível;
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR): é muito conhecido por afetar bebês, mas hoje sabemos que também é um perigo enorme e subdiagnosticado para a terceira idade;
- Crises de Asma: desencadeadas pelo ar frio e seco que irrita as vias aéreas.”
QUAL A MELHOR PREVENÇÃO?
Segundo recomendações do Dr. Leonardo, existem formas de prevenir a chegada dessas doenças de forma simples:
“Manter a vacinação em dia é o pilar principal de prevenção. Vacina da gripe anual, da Covid-19 em dia e a vacina pneumocócica (essencial para idosos, cardiopatas e pneumopatas). Além disso, manter os ambientes sempre ventilados, higiene das mãos, hidratação reforçada e proteção térmica, utilizando agasalhos e cachecóis ao sair no vento e no frio”, disse.
Outra dúvida frequente é como tratar essas doenças respiratórias.
“Para quadros virais, como gripe e resfriado, o tratamento é repouso, hidratação aedequada e medicamentos sintomáticos como analgésicos e antitérmicos. Para doenças crônicas como asma e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), o ideal é uso rigoroso e correto das "bombinhas" que são os broncodilatadores e corticoides inalatórios prescritos, mesmo nos dias em que o paciente se sentir bem. Por fim, para as infecções bacterianas como pneumonia, o tratamento consiste no uso imediato de antibióticos específicos, sempre sob prescrição médica”, concluiu.
Além disso, ele recomenda o chamado suporte diário, que é a lavagem nasal com soro fisiológico para fluidificar a secreção.
LIVE PREVENT SOBRE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
No último dia 30 de junho, o Dr. Leonardo participou da Live Prevent e, no bate-papo, ele comentou sobre esse período de inverno e a alta no atendimento a doenças sazonais
“A gente sempre acha que o frio que está gerando a doença, mas na verdade, o frio vai propiciar com que a gente fique em um ambiente mais fechado, com pouca ventilação, então isso facilita com que o vírus circule mais facilmente”, iniciou.
“Então na realidade o frio vai propiciar com que a gente fique em ambientes de maior proliferação do vírus, mas é claro, ainda une ao ressecamento das vias aéreas então é um conjunto de associações que fazem com que o vírus circule mais fácil”, finalizou.
O Dr. Leonardo também comentou sobre uma dúvida muito comum nesse período de frio: como identificar o que é um resfriado e o que é uma gripe.
“O resfriado é o quadro mais leve, normalmente ele vai acometer mais as vias aéreas superiores então é nariz e boca, com sintomas de tosse mais seca e espirros, mas ele terá um tempo mais curto e uma melhora mais rápida”, comentou o médico. Em seguida, ele explicou como são os sintomas da gripe.
“A gripe já não, a gripe tem um efeito mais sistêmico, já dá dor no corpo, febre, a pessoa fica mais de cama mesmo, muitas vezes precisa até do repouso”, finalizou.
Ao longo da Live Prevent, o Dr. Leonardo também comentou, a pedido de uma telespectadora, sobre a bronquiectasia, que é uma condição pulmonar crônica caracterizada pela dilatação permanente e irreversível dos brônquios.
“A gente considera a bronquiectasia como uma doença crônica, é uma sequela pulmonar. Tem pacientes que tiveram, por exemplo, uma doença mais grave como a tuberculose e que isso pode gerar uma dilatação ali e que fica como sequela e muitas vezes não voltam ao normal. Isso aumenta a chance de acúmulo de secreções, tem mais riscos de ter uma pneumonia”, iniciou.
“É uma doença que precisa de prevenção e acompanhamento porque realmente tem um pouco mais de risco, existem pacientes que vivem bem e não precisam de tratamento, mas vale realmente acompanhar e até saber o grau”, completou.
A entrevista completa com o Dr. Leonardo Cação onde ele fala sobre diversas doenças respiratórias e tratamentos você confere no canal do Youtube da Prevent Senior.